terça-feira, 21 de maio de 2013

A cidade incivil II

            
Universal

Recife é meu endereço
mas viso o universal.
Meço o direito e o avesso
com metro transcendental.

Aspiro à cidade isenta
do relativo mesquinho.
Humano que a mim me tenta
é universal como o vinho

que medra no relativo
e envelhece em barril
cujo fermento ativo
não é da França ou Brasil.

O vinho assim decantado
liberto do relativo
é o mesmo de qualquer lado
meu ser mais livre e mais vivo.

Recife, maio de 2013.

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